Um caráter à prova de fogo!

Um caráter à prova de fogo!

Texto base: Gênesis 37 até o capítulo 39.


Ao reler a história de José ao longo do livro de Gênesis, fiquei, mais uma vez, sobressaltado com o seu testemunho. Como podemos ver, José foi afastado de sua família quando era apenas um adolescente. É claro que para seus irmãos, ele não era membro do clã de Jacó há muito tempo, pois o ciúme e o ódio que seus consanguíneos sentiam por ele crescia a cada ano. Ao sofrer toda essa maldade, vemos o jovem José ser levado como um escravo para um local diferente de tudo quanto ele conhecia. Fico imaginando aquele pobre garoto sentado no canto de uma carroça, abraçando suas pernas e com a cabeça entre os joelhos a chorar. O que não deve ter passado pela mente dele? Será que deveria tentar fugir ou gritar por socorro? Será que adiantaria ter esperança de que seu pai viria lhe procurar? 


Pela continuação da história, sabemos que nenhuma dessas coisas teria êxito. No capítulo 39: 1 lemos que o filho de Jacó foi revendido no Egito onde passou ser propriedade de um "delegado policial". Ao chegar em sua nova casa vemos que, embora só, o Senhor estava com José, notamos que em pouco tempo, seu "dono", Potifar, se afeiçoou ao rapaz e percebeu que além de carisma ele também tinha caráter. Além disso, para melhorar ainda mais o relacionamento

entre o escravo e seu senhor, este nota que seus negócios prosperaram em função da administração do jovem. 


Então, José é promovido ao cargo de mordomo, que é o mesmo que ser o segundo numa casa. Nesse novo momento de sua vida, quando ele saboreia uma função em que seu corpo é mais poupado dos duros trabalhos físicos concernentes a um escravo, sua boa reputação começa a ser atacada. A bíblia nos diz que a sua patroa, a mulher de Potifar, atraída pela beleza do corpo, do rosto e do caráter de José ( cf v 6) começa a seduzi-lo. Em um dos diálogos lemos que as razões pelas quais ele não estava disposto a se envolver com essa egípcia desvirtuada, era porque tal atitude seria uma desumanidade contra seu dono, que tanto confiava nele, e também uma transgressão contra seu Deus, seu companheiro.


Pois bem! Como muitas vezes se vê, a paixão não conhece a razão. A egiptana degenerada ignora os argumentos de José e continua a se oferecer a ele. Até que um dia ela a agarra pela roupa e, á força, tenta levá-lo á consumação do adultério. Porém, ele se solta de suas unhas e corre, deixando em suas garras uma parte de sua roupa. A partir daí vemos que essa mulher, além de ter talento natural para desvergonha, tinha também uma grande habilidade para a dramaturgia. Com a vestimenta de José em mãos, ela o difama e faz com que seu marido o coloque na cadeia. Foi mais um tempo difícil na vida de José. Longe de sua casa, ele agora vive como um escravo e fica com raiva da mulher de Potifar.


Contudo, creio que o que deve chamar a nossa atenção é o fato que toda essa desgraça aconteceu a este homem por conta de seu inflexível e extraordinário caráter. A fidelidade aos homens e a Deus fez dele um mártir. Seu exemplo deveria nos fazer pensar num comportamento ético com Deus e os homens que não mude de acordo com aquilo que o momento pode nos dar de melhor. Em outras palavras, precisamos de indivíduos em meio aos crentes que sejam pessoas possuidoras de um caráter à prova de fogo.


Com amor, Pr Fabrini Viguier.